segunda-feira, 6 de julho de 2015

GOL VOLTAR A OFERECER LANCHINHOS EM SEUS VOOS.



A Gol vai anuncia nesta  sexta-feira(03/07/2015)  que  nos próximos dias que voltará a dar comida de graça em todos os voos domésticos da empresa. Trata-se de um “snack orgânico” que usa farinha e grãos integrais, tem sabor de “azeite e ervas” e é feito pela Mãe Terra, uma marca de alimentos saudáveis.
Desde o ano de 2009, a Gol havia parado de dar barrinhas de cereal ou saquinhos de amendoim grátis aos passageiros em praticamente todas as rotas nacionais, deixando só a opção de cardápio pago, o que desagradou a parte da clientela.
A Gol calcula que vai distribuir cerca de 2,5 milhões de pacotinhos do novo "snack" por mês. A empresa chegou a negociar com a Nestlé e outras fornecedoras de lanches que pudessem ser chamados de saudáveis. Mas optar pela Mãe Terra teve uma vantagem: por ser uma empresa média, ter a marca exposta nos voos foi visto como uma oportunidade de marketing. Por isso, a negociação ficou mais favorável à companhia aérea. “É um custo que vai caber no orçamento já previsto para o ano”, diz Paulo Miranda, diretor de produtos da Gol. Assim, segundo o executivo, o gasto não terá impacto perceptível nos próximos balanços.

Mas deixar de dar pelo menos uma barrinha – ou um saquinho de amendoim, que havia substituído a barrinha – desagradou a parte da clientela da Gol. Na época, Paulo Kakinoff, o presidente da empresa, justificava que “quando se dá algo grátis, só alguns aceitam, mas todos pagam, porque o custo está embutido na passagem”. A concorrência, porém, continuou dando lanches básicos aos passageiros. A Avianca, competidor que mais cresce no mercado, anuncia que dá um sanduíche quentinho e espaço nas poltronas sem cobrar isso como “extra”. “O ‘snack orgânico’, de certa forma, é uma resposta competitiva nossa”, diz Miranda.
Além disso, nos últimos anos a Gol deixou de ser percebida como a opção “low cost” (baixo custo)– aquela que, mesmo com um serviço enxuto, era sempre a mais barata para se voar. O preço das passagens se tornou parecido com o da concorrência. Para especialistas no setor, fica difícil oferecer um serviço muito low cost – a ponto de não ter nem a barrinha – quando não se é, de fato, tão low cost. A empresa detectava, em pesquisas internas, a insatisfação de parte dos clientes. Principalmente aqueles que voam pela primeira vez, um passageiro comum na companhia. “Para esses, uma experiência bacana a bordo é ainda mais importante”, afirma Miranda.
Outra questão é que o cardápio pago – que segue existindo – nunca rendeu margens relevantes para a empresa. “Podemos dizer que ele se paga. Mas não produz um lucro que possa ser sentido no balanço”, afirma Miranda. Dessa forma, a vantagem de ter apenas a opção cobrada, do ponto de vista do negócio todo, parecia não cobrir as desvantagens. “Se oferecer só comida paga não produz lucros e ainda irrita alguns clientes, não há por que manter a fórmula”, diz Andre Castellini, sócio da consultoria Bain&Company. “Mas é difícil prever se a novidade terá algum impacto no mercado, porque a comida a bordo não é o primeiro fator de decisão na hora de se comprar uma passagem”, afirma o especialista.

Salgadinho orgânico : sabor azeite e ervas.

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